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• CAJUCULTURA

• Agricultores querem colocar idéias em prática
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CAJUCULTURA
Cajucultores de Caraúbas se encantam com beneficiamento de castanha bem-sucedido em Serra do Mel


Cajucultores de Mirandas observam instrumentos de beneficiamento de castanha em Serra do Mel: motivação para colocar idéias em prática
Regy Carte
Da Redação

Caraúbas – A cajucultura em Mirandas (zona rural de Caraúbas) ganha força. Dia 5, 49 moradores da localidade conheceram a experiência bem-sucedida de Serra do Mel, onde o beneficiamento da castanha de caju é base da economia.
Os cajucultores conheceram o processo de beneficiamento, instituições envolvidas, armazenamento, experiência com caju-precoce, cooperativismo, equipamentos utilizados e a comercialização através de uma cooperativa.
A cajucultura faz parte da cultura de Mirandas. Para se ter idéia, 200 das 250 famílias da comunidade sobrevivem exclusivamente da atividade. Mas a falta de amparo técnico e financeiro restringe a produção, inibindo o crescimento da cultura.
Outro fator que limita a margem do lucro em Mirandas é a venda da castanha crua, ou seja, sem nenhum beneficiamento. O beneficiador detém 100% da margem de lucro. A intenção é dar condições de os produtores comercializarem com visão empresarial.
A visita a Serra do Mel faz parte de um trabalho que vem sendo desenvolvido em Mirandas desde fevereiro de 2001, de acordo com o Projeto de Águas Subterrâneas para o Nordeste do Brasil (PROASNE), um conjunto de atividades sociais e geológicas.
O trabalho é coordenado pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN), Universidade do Estado do RN (UERN) – programa Universidade Solidária (UNISOL) – e apoio tecnológico da Canadian International Delevopment Agency (CIDA).
ETAPAS – O primeiro passo para a valorização da cajucultura em Mirandas foi o fortalecimento dos conselhos que estavam desativados.
O Proasne realizou, em parceria com a Caern e o Banco do Nordeste, curso sobre “Organizações Associativas” e “Cooperativismo”.
Também foi realizado um curso sobre cajucultura pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (EMPARN), abordando transplantio, material genético, adubação, poda, controle de ervas-daninhas, enxertia, substituição de copas, recuperação de pomares, colheita e pragas.

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Agricultores querem colocar
idéias em prática

Os moradores de Mirandas conheceram também um pouco da história do município, referência no Nordeste na produção e beneficiamento de caju. Lá, cada família beneficia seu produto. Apenas a comercialização é feita de forma coletiva.
O agricultor Francisco de Miranda considerou a visita a Serra do Mel de extrema importância. “A gente que é agricultor tem a vontade de colocar em prática o que nós vimos aqui”. Ele diz que o mais importante foi ter visto na prática o que antes se tinha só uma idéia.
A assistente social da Caern Roberta Borges de Medeiros, uma das coordenadoras do Proasne, diz que o próximo passo é buscar parcerias para a realização de treinamento, apoio técnico e financiamento para a aquisição dos equipamentos .
“Esse será o nosso grande desafio para o ano de 2002, pois a cajucultura, além de ser uma excelente alternativa de renda para a população, é fixadora do homem no campo”, diz Roberta Medeiros, acrescentando que a cajucultura é uma atividade permanente.
A visita a Serra do Mel contou ainda com a participação da Assistência Técnica de Orientação Sustentada (ARCO), ONG que atua em Caraúbas, além da Associação de Pedra Preta I, Retiro, Pontal e Baixa Grande, Assentamento Rural de Petrolina e Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caraúbas.

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